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Moro não dura no ministério

O episódio final do ex-juiz da Lava Jato e herói popular do combate à corrupção no Ministério da Justiça do governo federal começou com a enésima investida de Bolsonaro contra permanência de Valeixo na PF

José Nêumanne

24 de abril de 2020 | 23h03

Bolsonaro usou Valeixo como pretexto para se livrar de Moro, detestado pelos corruptos do centrão de cujos votos ele vai precisar para evitar abertura de impeachment na Câmara. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A quinta-feira 23 foi sacudida com uma bomba atômica no noticiário político. A Folha de S.Paulo publicou que Bolsonaro avisou a Moro que demitiria seu homem de confiança, Maurício Valeixo, da diretoria da Polícia Federal e o ministro pediu demissão. Aí, como soi acontecer na República de Vivendas da Barra, a turma do deixa disso entrou em ação e o assunto ficou em suspensão. Mas a velha lógica não dá ao ex-juiz da Lava Jato vida longa no governo. Pesam contra o diretor da PF suas atuações no inquérito sobre Flávio na Alerj e agora Eduardo na CPI das fake news. Além de querer ter alguém de confiança para evitar envolvimento no comício a favor da intervenção militar no domingo, todos os votos que o presidente está tentando conquistar para evitar os dois quintos que o livrariam da abertura de processos de impeachment têm muitas mágoas do herói popular do combate à corrupção. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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