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Moro e a polícia de Estado

Ex-ministro da Justiça pegou touro à unha para tentar salvar País da metástase de corrupção institucionalizada, que ainda está viva e forte no governo Bolsonaro, que se comprometeu a combatê-la

José Nêumanne

06 de outubro de 2020 | 21h39

Relação de Bolsonaro e Moro não tinha como sobreviver com a famiglia presidencial enfrentando,  inúmeros escândalos de corrupção, que ex-juiz combate. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Uma das perguntas que apresentarei ao ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sérgio Moro na entrevista que farei com ele no próximo fim de semana será sobre o principal motivo de sua queda do governo Bolsonaro: a divergência com o presidente Jair Bolsonaro, seu ex-chefe, sobre interferência política deste na Polícia Federal. Desde meu livro O que sei de Lula, publicao em 2011, denuncio o Estado policialesco criado por Getúlio Vargas no Estado Novo, repetido por Lula e Thomaz Bastos nos governos petistas e hoje imitado por Bolsonaro em sua gestão bolsalulista tocada pelo Centrão do bedel Ricardo Barros. Moro caiu do MJSP por haver tentado evitar o mesmo uso de investigações policiais para perseguir adversários políticos, tratados como inimigos pela ditadura de Vargas e por governos que se dizem democráticos só porque seus chefes foram eleitos pelo voto popular. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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