Moro cala pistoleiro e petroleiro
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Moro cala pistoleiro e petroleiro

Interrogado por acusados, processados, denunciados e réus da Lava Jato na CCJ do Senado, ministro encarou detratores com calma em aula em que mostrou ser possível falar verdade na política

José Nêumanne

20 de junho de 2019 | 12h09

Mesmo jogando em casa, senadores suspeitos na Lava Jato foram goleados por ex-juiz, de quem, antes da sessão da CCJ, ipensavam se vingar. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Durou menos de nove horas a ilusão dos senadores interessados em abalar Moro da condição de ministro da Justiça na sessão de sua CCJ em que o questionaram a respeito dos vazamentos publicados pelo site The Intercept Brasil, de Glenn Greenwald, de suas conversas com procuradores da Lava Jato, especialmente Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa. Fantasias do pistoleiro Renan Calheiros e do petroleiro Jaquinho Wagner foram dissolvidas pela forma calma com quem Moro demoliu com fatos e números a tentativa de desmoralizar o combate à corrupção no Brasil e libertar o presidiário mais célebre do País, Lula, da cela de estado maior em Curitiba. O depoimento, apoiado por senadores governistas e presidido por Simone Tebet, justa e implacável, reverteu os papéis do juiz interrogado por seus réus.

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Assuntos para comentário na quinta-feira 20 de junho de 2019

1 – Haisem – Moro diz que deixa cargo se acharem alguma ilegalidade – é a manchete do Estadão de hoje. A afirmação contradiz o que você tem dito sobre a opção que o ministro da Justiça fez pela disputa política no futuro

SONORA MORO INVASÃO

2 – Carolina – A que, a seu ver, se deve, o fato de o depoimento do ex-juiz da Lava Jato ter durado nove horas e haver transcorrido num clima de paz e tranqüilidade, incomum em casos críticos como ele

3 – Haisem – Por que você acha que o presidente Jair Bolsonaro se sentiu na obrigação de garantir que, se depender dele, o subordinado não deixará o cargo de alta relevância

4 – Carolina – Que motivos Bolsonaro teve para afastar o chefe da Casa Civil, parlamentar experiente Onyx Lorenzoni, da articulação política, passando-o para o general Luiz Eduardo Ramos, que substitui outro general, Santos Cruz, na Secretaria de Governo e o encarregando de coordenar o Plano de Parceria de Investimentos (PPI), ou seja privatização, alvo da cobiça do Ministério da Economia

5 – Haisem – Bloqueio pelo TCU de 1 bilhão de reais dos bens ativos da família Odebrecht é, afinal, o castigo esperado para a empresa que se destacou por uma história de corrupção no Brasil e no mundo

6 – Carolina – Relator da fraude sobre voto misterioso para a presidência do Senado, deputado Roberto Rocha, do PSDB do Maranhão, enfim, conclui apuração do fato. E daí e daí

7 – Haisem – Você ainda acredita que a reforma da Previdência poderá ser votada em junho, como prometeu o relator, deputado Samuel Moreira, do PSDB de São Paulo

SONORA MOREIRA 2006

8 – Carolina – O que você tem a dizer sobre a morte de nosso colega Rubens Ewald Filho, que se tornou uma marca registrada nas transmissões do Oscar