Moro 120 a STF 0

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Sigilo de delações prejudica cidadãos e sorteio de relator da Lava Jato no STF só favorece acaso

José Nêumanne

01 de fevereiro de 2017 | 09h07

BRASILIA DF 18/12/2016 POLITICA Ministros Teori Zavascki e Edson Fachin durante sessão de encerramento de ano forense do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Fachin em vez de Zavascki na turma nada muda Foto:Nelson Jr./STF

A primeira instância na Lava Jato é célere e fiel à lei e ao espírito da lei. A última é lerda a pretexto de não pisar na lei. O atual placar de condenações é de 120 pela Lava Jato a 0 pelo STF. Em três anos, Teori Zavascki morreu sem condenar um só político no maior escândalo da história da humanidade. E qualquer brasileiro de posse de suas faculdades mentais e do mínimo de informação sabe que, qualquer que seja seu substituto, a ser escolhido por sorteio, a favor ou contra, vai ser difícil mexer nesse placar no lado dos que têm foro privilegiado. A manutenção do sigilo das homologações por Cármen Lúcia favorece os delatados e prejudica os cidadãos, que ficarão à mercê dos vazamentos seletivos.

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na terça-feira 31 de janeiro de 2017, às 17h32m)

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