“Minha família antes da Pátria”

“Minha família antes da Pátria”

Bolsonaro cumpriu promessas de campanha no discurso, violou anúncio de que governará para todos os brasileiros ao faltar a compromisso e considerou sua família antes da Pátria ao falar do filho

José Nêumanne

24 de janeiro de 2019 | 11h39

Num único dia, Bolsonaro disse em Davos que, se seu filho Flávio errou, terá de ser punido e que agem contra “garoto” para atingi-lo. Foto: Jamil Chade/Estadão

Na quarta-feira 23 de janeiro de 2019 o presidente da República disse em Davos que, se seu primogênito Flávio errou, “terá de pagar”, e, como pai, só lhe restará lamentar. À noite, em entrevista à TV Record, contudo, ele reclamou que não é justo atacar o “garoto” para atingi-lo. Qualquer pessoa percebe que uma declaração nega peremptoriamente a outra. Na mesma tarde, eu comentei no Estadão às 5 que, no bom discurso no Fórum Econômico Mundial, Bolsonaro confirmou todas as promessas feitas na campanha, mas, ao faltar a compromisso com a imprensa, negou o que disse na posse: que seria presidente de todos os brasileiros. À TV negou o próprio slogan, pois acima da Pátria há a família dele.

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Assuntos para comentário da quinta-feira 24 de janeiro de 2019-01-23

1 – Pela manhã Bolsonaro disse em Davos que, se Flávio errou, terá de pagar e ele lamenta como pai. À noite, em entrevista à Record, que  não é justo atacar o “garoto” para atingi-lo

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2 – Bolsonaro e Paulo Guedes apontam Dória como possível futuro presidente

3 – Inquérito sobre financiador do atentado a faca contra Bolsonaro é adiado mais uma vez

4 – Depois de dois anos, delação premiada de Léo Pinheiro, da OAS, é homologada

5 – Sérgio Machado depõe em delação premiada e conta que apoio do MDB à campanha de Dilma Rousseff ,  comprada por 40 milhões e paga pela JBS, foi acertada na residência oficial do presidente do Senado, então Renan Calheiros

6 – Juiz federal Alexandre Henry Alves, da Vara Federal Cível e Criminal de Ituiutaba (MG), proíbe Câmara e Senado de pagarem auxílio-mudança a parlamentares

7 – Ponte que liga Avenida Marginal do Tietê à via Dutra interditada

8 – Brasil, EUA, Argentina, Peru, Colômbia, Chile, Paraguai, Guatemala e Canadá declaram líder do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó “presidente encarregado” da Venezuela, onde em dia de protestos e apoio ao governo são relatadas nove mortes

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