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Milícias, a Máfia brasileira

Prefeitura e Polícia Militar (do Estado) do Rio fingem que agem ao autuar e proibir obras das milícias nos morros, mas fecham os olhos para conclusão e ocupação desses prédios condenados ao desabamento

José Nêumanne

14 de abril de 2019 | 19h36

Trabalho incansável dos bombeiros nas ruínas dos dois prédios de areia das Milícias em Muzema é a metáfora pronta da ruína em que o Brasil se está transformando por incúria do Estado. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Maiores responsáveis pelo déficit habitacional que leva os pobres a morar em áreas de risco, as autoridades de nossa insana República  são as maiores culpadas pelo desabamento de dois prédios na comunidade de Muzema no Rio de Janeiro. Agarradas à encenação cínica dos “incidentes naturais”, essas autoridades não têm vergonha de fazer como os técnicos da prefeitura do Rio ao dizerem que eles autuaram e proibiram as obras das milícias, que a polícia do Rio, subordinada ao governo do Estado, não enxerga, não prende e não pune. As milícias são a reprodução no Brasil da Máfia siciliana que se instalou nos EUA, cobrando proteção, substituindo Estado e concessionárias na distribuição de serviços públicos e punindo com  a morte quem se atravessar em seu caminho. Nunca se tratou de algo benéfico que se tornou mau, como disse o ministro da defesa, jejuno em segurança pública. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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