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Michelle, Nalthalia e peculato

Revelações sobre transações da primeira-dama e da filha de Queiroz que foi assessora de Bolsonaro constatam que famiglia não recebeu propinas de empreiteiras, mas viveu à custa de peculato e milícias

José Nêumanne

09 de agosto de 2020 | 21h18

Michelle voltou à berlinda com o vazamento da quebra do sigilo bancário de Queiroz, que desvendou depósitos na conta dela, jogando por terra versão do empréstimo pelo marido presidente. Foto: Alan Santos/Planalto

Os cheques depositados por Fabrício Queiroz, preso em casa acusado pelo MP do Rio de administrar o caixa dois do peculato (contratação de funcionários-fantasmas, que não comparecem ao trabalho e devolvem os salários a seus chefes parlamentares) no gabinete do filho nota zero um do presidente, Flávio, e a mulher dele, Márcia Aguiar, também envergando tornozeleira em casa, para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, são provas que incomodam a famiglia Bolsonaro, na presidência e em outros cargos de poder na República e trazem à tona a constatação de que, caso isso seja comprovado como anunciado, o casal presidencial não se envolveu mesmo em propinodutos das empreiteiras, devassados por operações de combate a corrupção, como a Lava Jato, mas garantia sua renda tanto pelo esquema ilícito das carinhosamente apelidadas de rachadinhas quanto pelas milícias criminosas. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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