…meu pirão primeiro
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…meu pirão primeiro

De forma egoísta, irresponsável e insensível, a maioria dos ministros do STF propôs ao Congresso, que dificilmente o recusará, o aumento de seus próprias vencimentos durante a maior crise econômica da História

José Nêumanne

09 Agosto 2018 | 09h45

Na mesma tarde, STF deu uma no cravo, acabando com prescrição de furto do erário, e outra na ferradura, aumentando o próprio salário. Foto: Carlos Moura/SCO-STF

Na mesma tarde em que o Supremo Tribunal Federal extinguiu o verdadeiro estímulo à corrupção, que seria manter a prescrição por cinco anos da obrigação legal para devolver dinheiro furtado do Erário por políticos gatunos, a maioria dos ministros sugeriu que o Congresso, que dificilmente o recusará, aumento os próprios vencimentos em 16,2%: de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32. No auge de uma crise que aflige o cidadão brasileiro pobre, que paga essa conta absurda, esses cavalheiros do Apocalipse produziram um aumento automático para o Judiciário e também a ampliação do teto da remuneração dos servidores públicos. O povo sabe bem o que diz: farinha pouca…

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Abaixo, os assuntos do comentário da quinta-feira 9 de agosto de 2018:

 

SONORA Geléia Geral Gilberto Gil

https://www.youtube.com/watch?v=JtjOakOdoKU

 

1 – Haisem – Qual será a principal conseqüência da decisão tomada ontem no final da sessão do Supremo Tribunal Federal de permitir que dinheiro furtado do erário seja devolvido ao Tesouro em qualquer época, extinguindo-se, com ela, a prescrição até ontem válida de cinco anos para a a punição do gatuno?

 

2 – Carolina – O que tem a ver esta boa notícia com outra nem tão boa assim, que foi resumida na manchete do Estadão hoje? “STF propõe reajuste de 16% no salário dos ministros”?

 

3 – Haisem – E você acha que o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin fez bem ao aceitar o recuo da defesa de Lula no recurso pela liberdade do cliente, pedida a pretexto de garantir a liberdade do preso condenado por furto qualificadíssimo para circular na campanha eleitoral?

 

4 – Carolina – O que você tem a dizer a respeito do fato incrível de que este mesmo Supremo precisou de 15 anos, vários deles justamente com o decano Celso de Mello sentado sobre o processo, para decidir que não há provas contra o senador Valdir Raupp, do MDB?

 

5 – Haisem – Que impulso levou outro ministro do STF, Gilmar Mendes, a soltar mais três empresários do Rio acusados pelo crime infame de fazer fortuna de forma ilícita furtando verbas que seriam destinadas à saúde do trabalhador pobre, desempregado e agora desamparado, depois do reinado de Sérgio Cabral, sócio de todos eles, no mesmo dia em que os ditos cujos eram acusados por esses crimes pelo Ministério Público Federal?

 

6 – Carolina – Que fortes razões tem a defesa do ex-governador Sérgio Cabral para fazer um pedido direto ao citado ministro Gilmar Mendes, e é sempre a Gilmar, para que mande transferir seu cliente para uma “sala estado maior”, similar à que tem sido ocupada em Curitiba pelo seu aliado de antanho Lula da Silva?

 

7 – Haisem – Qual o destaque que você daria à primeira semana de “esforço concentrado”, anunciado pelo Congresso Nacional para tornar menos desgastante para a imagem do Legislativo as seguidas faltas a que serão forçados pela disputa das eleições gerais de outubro: os plenários vazios ou mais um adiamento do cumprimento da decisão do Supremo de cassar o mandato do deputado Paulo Maluf?

 

8 – Carolina – Onde você estava e o que fazia em 1968, quando Caetano, Gil, Tomzé, Rogério Duarte, Rogério Duprat, Nara Leão e Os Mutantes lançaram o LP Tropicália ou Panis et Circensis e por que este lançamento é considerado tão importante na História da Música Popular Brasileira?