Menos marketing negativo
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Menos marketing negativo

No debate do Estadão, Rádio Jovem Pan e TV Gazeta, os candidatos a presidente mostraram que entenderam facada em Bolsonaro como atentado à democracia e não apenas agressão pessoal a adversário

José Nêumanne

10 Setembro 2018 | 17h21

Debate de domingo revelou primeira manifestação de que entenderam dimensão da agressão a Bolsonaro. Foto: Gabriela Bilo/Estadão

Sem Lula, preso e impedido de se candidatar, nem Bolsonaro, na UTI do Hospital Albert Einstein, após ter sido esfaqueado em Juiz de Fora, o debate entre presidenciáveis realizado por Estadão, TV Gazeta e Rádio Jovem Pan, domingo, à noite, ganhou importância histórica por ter sido o primeiro a revelar uma mudança de tom nos candidatos em liça. O marketing negativo, corriqueiro nas disputas de primeiro turno, foi substituído por um tom mais civilizado, indicando que os pretendentes à Presidência da República se conscientizaram de que a facada em Bolsonaro não foi só uma agressão física indefensável a um ser humano, mas também um atentado contra o direito de todos  à liberdade de discordar.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na segunda-feira 10 de setembro de 2018, às 7h30m)

Para ouvir clique aqui

 

Abaixo, os assuntos do comentário da segunda-feira 10 de setembro de 1018

 

1 – Haisem – “Presidenciáveis fazem debate com menos ataques e mais propostas”, relatou a manchete do Estado hoje. Você acha que foi sincero o apelo geral de pacificação feito pelos candidatos à Presidência da República no debate de ontem à noite, promovido por Estadão, Rádio Jovem Pan e TV Gazeta ou tudo não passou de mera hipocrisia retórica?

 

2 – Carolina – Que consequências pode ter para a campanha a entrevista do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, ao Estado na qual ele alertou para o risco de o vencedor do pleito de outubro ser contestado por algum dos perdedores?

 

3 – Haisem – O Partido dos Trabalhadores soltou nota oficial acusando o comandante de ter cometido com sua declaração o mais grave caso de insubordinação militar na vigência da Constituição de 1988. Você concorda com essa reação?

 

4 – Carolina – Qual é o objetivo do pedido de Lula para o Tribunal Superior Eleitoral adiar o prazo final marcado para amanhã para que os partidos possam substituir seus candidatos? Que tipo de conseqüência esse adiamento poderia trazer para a legitimidade do processo eleitoral?

 

5 – Haisem – O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e relator dos pedidos de impugnação da candidatura de Lula pelo PT à Presidência da República no TSE, ministro do STF Luis Roberto Barroso, subiu o tom ontem ao proibir que a coligação liderada pelo PT continue apresentando no horário da propaganda eleitoral no rádio e na televisão o condenado e preso como candidato. Ele tem razão? Será que desta vez ele será obedecido ou, como tem acontecido, sua ordem será desrespeitada?

 

6 – Carolina – Quais foram as alterações relevantes motivadas pelo atentado ao candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora na tardinha da véspera do feriado do Dia da Pátria, na rotina da campanha eleitoral, que se torna cada vez mais surpreendente?

 

7 –Haisem – Quais foram as perguntas que você mais ouviu sobre o atual contexto político e econômico neste feriado prolongado de amigos ou mesmo desconhecidos que o abordaram na rua, como é frequente acontecer?

 

8 – Carolina – Que desfecho você espera dos pontos de vista policial e judicial para o atentado praticado em Juiz de Fora pelo servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira contra o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro?