Memória fraca

Memória fraca

Para justificar seus passos em falso, Temer apela para memória fraca ao recontar fatos

José Nêumanne

12 de janeiro de 2018 | 13h47

Temer troca a verdade dos fatos pela versão que lhe interessa quando faz história. Foto: André Dusek/Estadão

Nos esclarecimentos que deu no almoço com Eliane Cantanhêde, da Rádio Eldorado, na quarta-feira 10 de janeiro de 2018, o presidente Michel Temer escorregou no perigoso pântano da memória fraca ao atribuir apenas à primeira instância da justiça a suspensão da posse da deputada que nomeou para o ministério do Trabalho, quando, na verdade, a decisão do juiz de Niterói foi confirmada duas vezes na segunda instância pelo TRF-2. Este foi um dos temas que abordei no Estadão às 5, ancorado por Adriana Ferraz e transmitido do estúdio da TV Estadão no meio da redação do jornal na quinta-feira 11 de janeiro de 2018, às 17 horas, com retransmissão pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook.

Para ver o vídeo do programa clique aqui

A PALAVRA DO ITAMARATY

Faço referência a seu comentário na TV Estadão, transmitido na tarde de ontem, 11 de janeiro, sobre os esforços do Ministério das Relações Exteriores para auxiliar o cidadão brasileiro Jonatan Moisés Diniz, detido sem acusação na Venezuela. O Itamaraty, e o ministro Aloysio Nunes Ferreira, cumpriram sua obrigação legal de prestar auxílio consular a um cidadão brasileiro, sem qualquer tipo de preconceito.

Conforme o ministério informou em nota de 4 de janeiro, desde que o militar e político venezuelano Diosdado Cabello, em seu programa de televisão no dia 27 de dezembro, afirmou que o cidadão brasileiro havia sido detido, o Itamaraty procurou as autoridades desse país, tanto em Brasília quanto em Caracas, para obter dados sobre seu paradeiro.

Em 5 de janeiro, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela confirmou à Embaixada do Brasil em Caracas que o cidadão brasileiro havia sido detido. No dia seguinte, as autoridades venezuelanas informaram que Diniz seria expulso do país, o que de fato aconteceu.

Durante todo o período, tanto o consulado brasileiro em Caracas quanto o Itamaraty mantiveram permanente contato com a família de Diniz e, após sua chegada aos Estados Unidos em 6 de janeiro, com o próprio.

Atenciosamente,

(Claudio Garon)
Assessoria de Imprensa do Itamaraty

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.