Meia justiça
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Fachin manda processo contra Lula e Dilma para 1.ª instância, mas em Brasília, não em Curitiba, com Moro

José Nêumanne

08 Março 2018 | 17h38

Decisões de Fachin no STF são, aparentemente, corajosas, mas, no fundo, ficam no meio do caminho Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jata, tem primado pela adoção de medidas que aparentemente são justas e corajosas, mas, olhadas mais de perto, parecem adotar uma política de mezzo a mezzo, ou seja, acendendo uma vela para Deus e outra para o Diabo. É o caso de sua decisão de mandar o processo de organização criminosa para a primeira instância contra os acusados Lula e Dilma, mas, não para Curitiba, sede da Lava Jato, e, sim, para Brasília, não necessariamente para o juiz Vallisney de Souza Oliveira, que de praxe age com rigor, mas para a 12.ª Vara Federal Criminal, que ainda nem começou a funcionar. Sua mão esquerda corrige o que a direita redige. Este é um dos temas abordados em meus comentários no programa Estadão às 5, transmitido do estúdio da TV Estadão, com Emanuel Bomfim como âncora, na quinta-feira 8 de março de 2018, às 17 horas, e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook.

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