Mateus, primeiro os meus
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Mateus, primeiro os meus

Reforma política é eufemismo para que deputados ocultem a gafieira que Legislativo virou aqui

José Nêumanne

15 Agosto 2017 | 17h56

Lúcio, mais para Lúcifer, e Vicente nada Cândido, os artífices da tramoia Foto: Dida Sampaio/Estadão

A tal da reforma política, aprovada na Comissão Especial e a ser encaminhada ao plenário da Câmara para possível votação na semana que vem, é uma mentira do começo ao fim. Primeiro, não é reforma política, pois apenas tem a intenção de manter no mesmo lugar os parlamentares,  cada qual com seu foro para escapar de Moro. Então, sua real denominação poderia ser “Mateus, primeiro os meus”, numa evocação bíblica, ou ainda “quem está fora não entra, quem está dentro não sai”, como no samba Pistom de Gafieira, de Billy Blanco. Outra mentira é o custo do tal fundilho partidário. Ele será proporcional à arrecadação, não fixo em R$ 3,6 bilhões. Foi este meu primeiro comentário no Estadão às 5, programa produzido pela TV Estadão no estúdio da redação do jornal, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido por Youtube, Twitter e Facebook na quinta-feira 15 de agosto de 2017, às 17 horas.

Para ver clique aqui