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Marajás não serão sacrificados

Bolsonaro cancelou o dispositivo da MP do trabalho que dispensava o pagamento de salários, mas manteve todo o ônus para ser pago por empresários e trabalhadores, deixando de lado privilégios de servidores

José Nêumanne

24 de março de 2020 | 18h11

Em vez de se isolar e ainda brigar com governadores, Bolsonaro deveria assumir o comando da guerra contra o coronavírus para evitar o pior nos próximos meses. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A semana considerada crucial para a redução da velocidade do contágio da covid-19 começou com a notícia de uma medida provisória do governo Bolsonaro permitindo que patrões dispensem do trabalho funcionários por quatro meses, sem lhes pagar salário. Ao tomar conhecimento da péssima repercussão da medida, o próprio presidente trocou não pagamento por redução de salários. Mas isso não muda o essencial: como acontece desde sempre, primeiro os trabalhadores e depois os patrões da iniciativa privada assumem os sacrifícios necessários para enfrentar as crises econômicas e os problemas de caixa. Desta vez, na ocorrência de uma pandemia contra a qual a humanidade declarou guerra, tudo se repete, e os maganões que não servem ao público, mas se servem da República, mantiveram seus altos salários, suas aposentadorias integrais, os auxílios de todo o tipo, etc. A injustiça se perpetua. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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