Mandetta pode ser demitido

Rebaixado à condição de subalterno do general Braga Neto na entrevista em que informa sobre combate ao coronavírus, ministro da Saúde ouviu deste informação de que "no momento" ele fica no cargo

José Nêumanne

31 de março de 2020 | 22h05

Mandetta está na difícil situação em que, se tiver sucesso na terrível guerra contra a covid-19, será alvo do ciúme de Bolsonaro e, se fracassar, será seu bode expiatório. Foto: Uéslei Marcelino/Reuters

Na entrevista coletiva sobre o combate à covid-19 da segunda-feira 30 de março, em que o ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto, assumiu o comando das ações, ficou subentendido que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pode ser demitido. O titular da Saúde afirmou sobre a demissão que “em política, quando a gente fala não existe, a pessoa fala existe”. Ou seja, ficou no ar a impressão de que sua saída do ministério de Jair Bolsonaro pode mesmo acontecer. Mas, ao responder a uma pergunta sobre o assunto, o militar à mesa disse que “no momento” a ideia de demissão está fora de cogitação. No momento no burocratês falado nas repartições públicas como nos times de futebol quer dizer hoje, não, mas um dia talvez, quem sabe, todavia. O ministro está, pois, na frigideira não por mau, mas por bom desempenho.

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Assuntos do comentário da terça-feira 31 de março de 2020

 1 – Haisem – Mandetta sobre possibilidade de sua demissão: ‘Existe’ – Este é um dos títulos no alto da primeira página do Estadão hoje. Quais seriam, a seu ver, as principais causas dessa constatação sintética

 2 – Carolina – Quais são as possibilidades que você vê de realmente a autorização do Senado para pagamento pelo governo de 600 reais chegar de fato aos brasileiros a que se destina: desempregados, informais e mais necessitados

 3 – Haisem – O que motiva o destaque dado hoje no Portal do Estadão à notícia do aumento de risco e demanda das agências funerárias de até 20% nesta fase ainda de subida da curva de contágio do coronavírus

 4 – Carolina – O que, a seu ver, motivou a declaração do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, sobre a contribuição histórica da revolução de 1964 à democracia no Brasil

 5 – Haisem – Internação por síndromes respiratórias cresce 445% no País – diz manchete de primeira página no Estadão. Já era esperado este crescimento assustador ou ele deve-se ao coronavírus

 6 – Carolina – O que, na sua opinião, explica o título forte do artigo semanal do jornalista William Waack – Sopa para o azar – na edição do Estadão hoje

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