Maluf, enfim, cassado
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Maluf, enfim, cassado

Símbolo da corrupção desde o regime militar e da licenciosidade de antigos adversários que o afagaram em alianças eleitorais oportunistas, preso há oito meses e vivendo em casa por ordem do STF não é mais deputado

José Nêumanne

23 Agosto 2018 | 07h11

Com mandato de deputado federal a 4 meses do fim, Maluf foi cassado por unanimidade pela Mesa da Câmara. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Mesa da Câmara dos Deputados parou de procrastinar sua decisão definitiva a respeito da manutenção do mandato de Paulo Maluf até o fim do ano, quando este acabaria, e, por fim, o cassou por unanimidade. Preso há oito meses, mantido em prisão domiciliar em sua mansão no bairro rico dos Jardins em São Paulo, o parlamentar tornou-se o símbolo de hábitos pouco condizentes com a honorabilidade que se exige de um governante ou representante do povo na cúpula republicana. Símbolo da corrupção desde a época da ditadura militar, da qual os adversários lembravam que era um “filhote”, ele manteve capital de votos, que o levou a aliar-se com antigos críticos, mas nem isso tinha mais. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas da quinta-feira 23 de agosto de 2018.

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