Malas, meias e cuecas
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Malas, meias e cuecas

Iniciado num papo íntimo entre Dirceu e Valdemar, que hoje apoia Alckmin, o aparelhamento das agências reguladoras serviu para encher muitas mochilas e fazer o pé de meia de muito corrupto, sem medo nem pena

José Nêumanne

27 Julho 2018 | 11h56

Dirceu, do PT, num teretetê de pé de orelha com Valdemar, o Boy, então no PL, em 2002. Foto: Dida Sampaio/AE

Nem as agências criadas para proteger o cidadão do poder econômico, empresarial e político escapam do criminoso aparelhamento pelos ocupantes do poder. A invasão começou em 2002 como resultado de um tête-à-tête de José Dirceu e Valdemar Costa Neto e ainda está em plena vigência com o célebre Boy fazendo parte da entourage mais próxima da candidatura do tucano Alckmin à Presidência: dos 40 dirigentes das oito agências em atividade, 35 foram indicados pelos partidos e sob seus olhos fechados desfilam bilhões de reais de dinheiro sujo em malas, meias e cuecas. Não se trata de incompetência, é corrupção mesmo. Este é meu comentário no Estadão Notícias, no ar no Portal do Estadão desde as 6 horas da sexta-feira 27 de julho de 2018.

Para ouvir clique aqui