Mais crianças morrem
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Mais crianças morrem

O índice mais trágico do desleixo e da incúria das autoridades que só cuidam de si próprios, a mortalidade infantil, voltou a crescer no Brasil em 2016, invertendo na crise atual uma curva que era descendente desde 1990

José Nêumanne

17 de julho de 2018 | 11h56

 

Cuidados da mãe, Givanilda, mantiveram Carlos Henrique, com um mês na foto, em dezembro de 2017, a salvo do aumento da mortalidade infantil em 2016. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

É terrível constatar que a curva descendente da ocorrência de mortalidade infantil no Brasil, que era progressiva de 1990 para cá, inverteu e este índice, maior revelador da qualidade de vida e do risco de morte de uma população, já passou a ser maior em 2016, em plena crise moral, social, ética, financeira, econômica e política, decorrente da politica errática dos governos federais de dois partidos ditos “progressistas”, o PT e seu aliado, o MDB. Também é lamentável o apelo aos panos quentes e à platitude das autoridades sanitárias de um Estado, o brasileiro, que cuida apenas de cevar as elites políticas dominantes e deixa a população pobre, que arca com o peso e paga por seu desleixo, num panorama em que o poço não parece tem fim nem há salvação à vista.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na terça-feira 17 de julho de 2018, às 7h30m)

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Para ouvir Que País É Este, com Legião Urbana, clique aqui

 

Abaixo, os assuntos para o comentário da terça-feira 17 de julho de 2018

 

SONORA Que País é Este? Legião Urbana

https://www.youtube.com/watch?v=CqttYsSYA3k

 

1 O que é pior: a terrível notícia segundo a qual a queda média permanente da mortalidade infantil foi interrompida por uma alta súbita ou as platitudes com que as autoridades sanitárias tentaram explicar essa tragédia? Até que ponto ainda temos que descer rampa abaixo neste momento de crise que parece não ter fim?

 

2 A nova informação da Polícia Federal de que descobriu documentos que associam mais uma vez a Argeplan do coronel aposentado da PM paulista João Batista Lima Filho a atividades políticas do presidente Temer só servem para aumentar o descrédito do chefe do governo em fim de linha ou poderão produzir algum efeito prático como resultado?

 

3 A quem você acha que pode interessar esse arrombamento do Ministério do Trabalho justamente no momento em que o novo ministro, que não foi escolhido pelos antigos proprietários do PTB, anunciou que fará uma limpa geral na pasta?

 

4 Em que as notícias de que um dos imóveis de José Dirceu em São Paulo foi leiloado e que a Polícia Federal comunicou ao juiz Sérgio Moro que abriu um terceiro inquérito sobre o dignitário petista para apurar relações eventualmente espúrias entre ele e a construtora Engevix aumentam a indignação geral com seu novo status de livre, leve e solto graças à suprema generosidade do ex-subordinado Dias Toffoli?

 

5 Em que a notícia dada pela procuradora-geral da União, Raquel Dodge, de que há indícios de que o senador Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, teria atuado no governo Dilma Rousseff em favor da empreiteira OAS pode arrefecer o ânimo beligerante desse político?

 

6 A presidente do Supremo Tribunal Federal, Càrmen Lúcia, em seu plantão, teve motivos urgentes para suspender as medidas anunciadas pela Agência Nacional de Saúde Complementar autorizando as empresas que administram planos privados de saúde a cobrarem 40% de procedimentos realizados?

 

7 Por que a Justiça proibiu o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, de privilegiar em atos públicos seus interesses pessoais ou de seu grupo religioso num tipo de assistencialismo que choca até mesmo numa realidade de nossa gestão pública no Brasil em geral e na antiga Cidade Maravilhosa em particular?

 

8 Na semana passada você denunciou aqui o acordo de leniência da Advocacia e da Controladoria Gerais da União com a Odebrecht. Agora chegam notícias semelhantes em relação à OAS e à corrupção em Angra 3. O que você tem a dizer a respeito?

 

 

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