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Maierovitch não perdoa Aras, Gilmar e Lewandowski

Desembargador critica Augusto Aras por não atuar como representante da sociedade e da Constituição, mas, sim, como assessor jurídico particular e advogado da família de Bolsonaro junto ao STF

José Nêumanne

30 de agosto de 2020 | 20h58

Aras sempre foi um excluído entre seus pares por ter recebido do STF autorização para se manter procurador mesmo tendo sido também autorizado a advogar, diz Maierovitch. Foto: Denise Andrade/Estadão

O desembargador aposentado Walter Maierovitch protagonizou o terceiro vídeo da série Nêumanne Entrevista, inaugurada com Paulo Marinho e Modesto Carvalhosa. Em nossa conversa, ele fez comentários críticos tendo como base sua experiência como juiz na área criminal, que se especializou no combate à corrupção, exercendo por conta dela a presidência do Instituto Giovanni Falcone, mártir da Operação Mãos Limpas na Itália. Fez duras críticas às intervenções monocráticas de Gilmar e Lewandowski na concessão indiscriminada de habeas corpus no STF, em especial algumas que ora se encaminham para anular sentenças de Moro a Lula, podendo levar à liberação da candidatura do ex-presidente petista e até a uma eventual condenação por parcialidade do magistrado que o condenou. Também analisou a desmoralização da PGR desde que Bolsonaro ignorou a lista tríplice e indicou para chefiá-la Aras, que atua como despachante do clã presidencial. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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