Maia chuta Moro
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Maia chuta Moro

Fortalecido pela presença do governo no churrasco sábado em sua casa, Maia se sentiu autorizado a tratar Moro como "funcionário" de Bolsonaro e chamar projeto deste de "copia e cola" de texto de Morais. Que petulância!

José Nêumanne

21 de março de 2019 | 13h02

 

Depois do sucesso de seu churrasco, presidente da Câmara sentiu-se à vontade para tratar Moro, que estava nele, como moleque, que não é. Foto: Dida Sampaio/EstadãoO presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigoo Maia, respondeu com extrema grosseria cobrança que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, lhe fez sobre adiamento do agendamento de seu projeto anticrime. Chamou o ex-chefe da Lava Jato de “funcionário de Bolsonaro”, quando, na verdade, ele é funcionário público, eleito pelo presidente, com mais de 57 milhões de votos. Disse que o projeto é um “copia e cola” de texto do ministro do STF Alexandre de Morais, que ele aproveitou a “oportunosa ensancha” para bajular. Tudo isso só tem um motivo: o filho de César Maia, Botafogo na lista de propinas da Odebrecht, foi delatado à força-tarefa de Curitiba como receptador de “doação” de R$ 100 milhões.

Para ouvir clique aqui e, em seguida, no play

 

Assuntos para o comentário da quinta-feira 21 de março de 2019:

1 – Haisem – O que há por trás da visível tentativa de humilhar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, tentada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para se esquivar de por para votar na Casa o projeto anticrime entregue ao Congresso pelo ex-juiz

 

2 – Carolina – O que levou, a seu ver, a Polícia Federal a indiciar o presidente Lula e seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência na gestão de uma empresa de Luiz Cláudio para promover o futebol americano no Brasil

3 – Haisem – O que você destacaria de original na 29.ª denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral e seu ex-chefe da Casa Civil Régis Fichtner pelo Ministério Público Federal

4 – Carolina – A economia prevista de 10 bilhões de reais, ou seja, 11% do que era previsto, com o projeto da reforma dos militares apresentada ontem pelo governo no Congresso é ínfima, como analisam alguns especialistas?

SONORA_BOLSONARO 2103

5 – Haisem – A pesquisa do Ibope que registrou uma queda de 15 pontos desde janeiro da popularidade do presidente Jair Bolsonaro reflete a realidade das rias ou uma exagerada narrativa da oposição

6 – Carolina – Quem tem razão na polêmica criada pelos insultos públicos dirigidos pelo senador goiano Jorge Kajuru e o ministro do STF matogrossense Gilmar Mendes: o magistrado ou o político?

7 – Haisem – Que chances terá o projeto apresentado pelo senador tucano amazonense Plínio Valério de reduzir a duração da permanência dos ministros no STF a oito anos tem chance de ser aprovada

8 – Carolina – O que o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, quis dizer com uma “esculhambação completa”, ao se referir à Polícia Militar, que é um órgão do Estado

SONORA_CRIVELLA 2103 A