Machucar e matar crianças no Brasil, uma praga

Levantamento feito por pediatras revela o registro de mais de 2 mil mortes de crianças da idade de Henry Borel, 4 anos, o que significa que pelo menos 40 mil foram, de fato, assassinadas

José Nêumanne

14 de abril de 2021 | 23h09

Torturado e morto pelo namorado da mãe, o vereador bolsonarista do Rio Jaiiro Júnior, o menino Henry Borel, de 4 anos, infelizmente não é um caso isolado nas estatísticas de violência. Foto: Reprodução/Instagram

A morte de Henry Borel, de 4 anos, por espancamento não é um caso isolado de violência doméstica. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, ao menos 2.083 crianças até essa idade foram mortas por agressão no Brasil, de janeiro de 2010 a agosto de 2020. Para cada caso de óbito registrado dessa forma, especialistas estimam haver outros 20 subnotificados. Cada vez que a investigação progride mais culpas aparecem. A famiglia Bolsonaro ainda não pediu desculpas pelas indicações de voto no pai do assassino, acusado de ser miliciano. O Solidariedade afastou sumariamente o torturador, mas a Câmara ainda não tomou a mesma providência. E ninguém anunciou nenhuma providência sobre a tortura e perseguição à equipe do Dia torturada na Favela do Bantan em Realengo há 13 anos.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 14 de abril de 2021

1 – Haisem – Em dez anos, pelo menos duas mil crianças morreram por agressão – Esta é a manchete da primeira página da edição impressa do Estadão desta quarta-feira. A que tipo de constatação nos leva essa onda do crime mais covarde e ignóbil que existe

2 – Carolina – A maldade banal e seus crimes sem pena – Este é o título de seu artigo publicado na página 2, de Opinião, do jornal de hoje. Qual é o objeto de sua reflexão no texto em questão, com chamada na primeira página

3 – Haisem – Gilberto Natalini: tortura mancha farda – Este é o título do vídeo da série Nêumanne entrevista publicado extraordinariamente esta manhã no Blog do Nêumanne do Portal do Estadão com o ex-vereador de São Paulo. Que esclarecimentos a experiência dessa vítima da brutalidade militar nos traz para esclarecer não só aquele período como a atualidade

4 – Carolina – CPI investigará governo federal e repasses para Estados – Este é o título de outra chamada no alto da primeira página do jornal. O que provocou a mudança que aumentou o objeto de investigação da gestão pública da covid e por que ela incomoda tanto o presidente da República

5 – Haisem – Um e meio milhão não voltou para tomar a segunda dose da vacina – Este é o título de mais uma chamada de primeira página do Estadão. Quais são as causas desse descaso e que efeitos pode produzir essa negação da relevância e do entusiasmo da imunização contra a covid 19

6 – Carolina – Roberto Carlos: “Eu defendo a vacina”. Este é o título de reportagem de Júlio Maria publicada no editoria de Cultura de hoje como parte da celebração dos 80 anos de nosso rei da juventude neste momento de luta contra a pandemia, a miséria e o obscurantismo de uma gestão federal absolutamente fora da curva

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