Lula, “Supremo”

Lula, “Supremo”

Defesa do ex estica a corda até limite máximo na cúpula da Justiça, mas ministros do STF se recusam a pôr fim à ciranda das chicanas, deixando eleitor no suspense sobre inelegibilidade do condenado

José Nêumanne

07 de agosto de 2018 | 11h41

A abundância em imagens com Lula transformou a convenção do PT num culto religioso. Foto: Felipe Rau/Estadão

A defesa de Lula pediu sua liberdade alegando que, sendo candidato a presidente, ele ficaria em desvantagem ante os concorrentes sem poder fazer campanha nem se mover, pois está preso. Enviou o recurso  ao relator da Lava Jato, ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin e exigiu que ele o encaminhasse à Segunda Turma, que, segundo acredita, simpatizaria com a tese. Mas Lula não é mais supremo do que o Supremo, Fachin o mandou para o plenário e a defesa do condenado por furto em segunda instância preferiu desistir dele para impedir que o STF, onde fatalmente a questão da inelegibilidade patente cairá, não decida logo que, não podendo se eleger, o petista não pode candidatar-se.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107.3 – na terça-feira 7 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos do comentário da segunda-feira 7 de agosto de 2018

 

SONORA Eu me amo Ultraje a rigor

https://www.youtube.com/watch?v=eo03hgqqWmA

 

1 – Haisem – É defensável eticamente agir como agiu a defesa de Lula que, primeiro, exigiu do Supremo Tribunal Federal a liberdade do cliente alegando que ele seria candidato e não poderia ser privado do direito de ir e vir na campanha e, agora, acabou desistindo do pedido para evitar uma decisão sobre a questão da inelegibilidade?

 

2 – Carolina – Por que, a seu ver, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região em Porto Alegre negou mais uma vez um pedido da defesa de Lula, desta vez para participar de um debate entre candidatos a presidente da Rede Bandeirantes de Televisão? O que inspirou essa decisão teria algum tipo de injustiça?

 

3 – Haisem A legislação eleitoral no Brasil, ou até mesmo no mundo, prevê a possibilidade de uma chapa triplex como a que saiu domingo no anúncio da aliança do PT com o PCdoB, que já tinha lançado a candidatura de Manuela d’Ávila e depois aceitou que ela fosse vice do vice do PT?

 

4 – Carolina – O que a Procuradoria Geral da República alega para pedir que o Supremo Tribunal Federal devolva a Sérgio Moro depoimentos da delação premiada do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura que incriminam a ex-presidente Dilma Rousseff, do PT?

 

5 – Haisem – O que tornou possível a candidatura da mesma Dilma ao Senado em Minas Gerais pelo PT se o artigo 52 da Constituição determina uma quarentena de 8 anos sem poder exercerem cargos públicos para presidentes da República que forem condenados em processos de impeachment à perda do cargo?

 

6 – Carolina – Quais são, a seu ver, as chances de resultados positivos na delação premiada fechada com a Polícia Federal, depois de fracassadas as negociações com o Ministério Público Federal, do sócio da empreiteira Engevix que se dispõe a falar de propinas pagas ao presidente Temer?

 

7 – Haisem – Será que realmente o PT fechou acordo da neutralidade com o Partido Socialista Brasileiro porque teme uma eventual ascensão e até mesmo a vitória de Ciro Gomes na eleição presidencial, como este declarou ontem ou isso não passa de conversa de perdedor?

 

8 – Carolina – A que conclusões você chegou sobre a audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal para a relatora da ação pedindo a descriminalização do aborto, ministra Rosa Weber, ser informada de todos os ângulos da polêmica que divide o País?

 

 

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