Lula não é mais Haddad
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Lula não é mais Haddad

Para chegar ao segundo turno Haddad recorreu à máscara do Lula e agora para vencê-lo abriu mão do chefe, trocou o vermelho por verde e amarelo e o slogan para conseguir competir com Bolsonaro

José Nêumanne

11 Outubro 2018 | 13h34

Haddad chegou ao segundo turno como boneco de Lula e agora tenta se dissociar do ventríloquo para ganhar. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Para chegar ao segundo turno, o ventríloquo Lula, através de seu boneco Fernando Haddad, precisou vender a ideia de que um é o outro. A tática deu certo. Agora, o PT teve de mudá-la, pois o acréscimo da rejeição do ex à do candidato seria fatal para seu êxito. Então, o partido tirou o verdadeiro candidato da campanha, substituiu a cor vermelha pelo verde e amarelo e o slogan “O Brasil feliz de novo” por “O Brasil para todos”. Destarte, promoveu o mais radical estelionato eleitoral da história das eleições no Brasil para recuperar a diferença de16 pontos porcentuais estabelecida pelo adversário, Jair Bolsonaro, do PT, sobre suas pretensões de volta ao poder. Que é muito esperto é, mas fará efeito?

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM107,3 – na quinta-feira 11 de outubro de 2018, às 7h30m)

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Assuntos para comentário da quinta-feira 11 de outubro de 2018

 

1 – Haisem – O que os coordenadores da campanha de Fernando Haddad, do PT, que mantém a mesma distância registrada na votação no primeiro turno, 16 pontos, 42%, contra 58% de Jair Bolsonaro, do PSL, segundo primeira pesquisa da Datafolha no segundo, pretendem com a mudança visual da marca e a retirada da referência a Lula?

 

2 – Carolina – O candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, estava, a seu ver, falando sério quando declarou que está disposto a debater com seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro, do PSL, até na enfermaria, se for o caso?

SONORA_HADDAD ENFERMARIA

 

3 – Haisem – Que motivos você acredita que os médicos que tratam da recuperação do candidato do PSL à presidência da República têm para persistirem na proibição de sua participação em debates com seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad, do PT?

SONORA_BOLSONARO DEBATE

 

4 – Carolina – Ao afirmar nas redes sociais que rejeita o voto de quem pratica violência durante a campanha política, como fez ontem nas redes sociais, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, conseguirá evitar o desgaste provocado por notícias policiais em sua campanha?

 

5 – Haisem – Em sua opinião quais serão as consequências práticas desse vaivém e lufa-lufa das legendas partidárias afastadas da disputa presidencial por soberana e irrevogável decisão do eleitor ao tomarem decisão sobre adesão, neutralidade ou apoio crítico à dupla mantida na disputa no segundo turno?

 

6 – Carolina – Que impacto para o PSDB em particular e para a política nacional em geral poderá ter a decretação da prisão do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, pela Policia Federal, ao chegar para depor sobre repasses de propinas da Odebrecht, de que é acusado?

 

7 – Haisem – Afinal, Nêumanne, você acha que a democracia corre ou não corre risco, a ponto de exigir um pacto entre Poderes, o que foi negado ontem pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes?

 

8 – Carolina – O que você tem a destacar na entrevista que publica em seu blog com o cineasta e jornalista paraibano Ipojuca Pontes?