Lula, “inocente” mais suspeito do Brasil
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Lula, “inocente” mais suspeito do Brasil

Em que alegada parcialidade de Moro pode ter interferido nas decisões do juiz Monat de bloquear 3,8 milhões de reais e do procurador Gerum de aumentar pena do petista?

José Nêumanne

27 de junho de 2019 | 10h55

Lula, o presidiário mais entrevistado da História do Brasil, em suas falas da cela proclama inocência, na qual PF, MPF, juízes, procuradores, desembargadores, ministros e povo não acreditam. Foto: Ricardo Stuckert

O juiz que substituiu definitivamente Sergio Moro na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, dr. Luiz Antônio Monat, mandou bloquear R$ 78 milhões de reais de Lula no processo do terreno que a Odebrecht se propôs a doar para servir de sede ao Instituto do ex-presidente. E o titular do Ministério Público no TRF 4, dito da Lava Jato, em Porto Alegre, Maurício Gerum, sugeriu ao mesmo aumentar a pena de Lula, condenado a 12 anos e 11 meses pela juíza que substituiu provisoriamente o ministro da Justiça, Gabriela Hardt, até esse substituto  assumir. Lula teria acumulado patrimônio suficiente como sindicalista e dirigente político para justificar o bloqueio, hein? O que tem a ver a suposta parcialidade do ex-juiz que o condenou no caso do tríplex no Guarujá com decisões de seus substitutos a ser decidida no STF?

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Assuntos para comentário da quinta-feira 27 de junho de 2019

1 – Haisem – O que chama sua atenção na notícia de que o juiz que substituiu Sergio Moro na 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Luiz Antônio Bonat, mandou bloquear 78 milhões de reais de Lula

2 – Carolina – O que você tem a dizer sobre o despacho do procurador federal Maurício Gerum, da Lava Jato, que sugeriu ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região de Porto Alegre que aumente a pena do ex-presidente

3 – Haisem – Que conseqüências poderão advir da decisão do relator do Tribunal Superior Eleitoral que mandou seguir os processos sobre lavagem de dinheiro do senador Jaques Wagner, do PT da Bahia

4 – Carolina – Em que se altera a situação penal do ex-ministro da Justiça e ex-presidente do Senado Renan Calheiros depois do depoimento de testemunha indicada pelo delator Ricardo Saud, executivo do grupo J&F, fazendo reconhecimento facial de seus assessores aos quais teria entregue 3,8 milhões de reais

5 – Haisem – O que, a seu ver, causou agora a ressurreição das dez medidas propostas pelos procuradores da Operação Lava Jato para combater a corrupção e junto com elas da lei de abuso da autoridade, que acaba de passar no Senado e ser devolvida para voltar a ser votada na Câmara

SONORA_ÁLVARO DIAS – 2706

6 – Carolina – “Militar com droga embaraça o Planalto” – é o título de chamada do alto da primeira página do Estadão de hoje. Por que a Presidência da República ainda sofre no Brasil esse tipo de constrangimento

SONORA_MOURÃO – 2706

7 – Haisem – Por que, em sua opinião, o juiz da primeira Vara de Falências de São Paulo não levou em conta as revelações que continuam sendo feitas sobre a participação da Odebrecht na corrupção, ao julgar favoravelmente em prazo recorde o pedido de recuperação judicial da empreiteira baiana

8 – Carolina – Mas a Odebrecht tem alardeado por aí que mudou. Você não dá um pingo de crédito a esse alarde

 

 

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