Lula contra a Justiça
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Lula contra a Justiça

Com militância fora das ruas, PT e defesa do candidato inelegível jogam todas as suas fichas na presença crescente da "maioria silenciosa" nas pesquisas e na adesão da "intelligentsia" de fora do País

José Nêumanne

29 Agosto 2018 | 11h04

Nem em Estados em que candidato do PT ao governo é favorito, como Ceará, militância na rua não retrata liderança de Lula nas pesquisas. Foto: Jarbas Oliveira

Com o completo fiasco da promessa de pôr o “exército de Stedile” nas ruas para forçar a Justiça a soltar Lula, o PT e a defesa dele jogam agora todas as cartas disponíveis nas pesquisas de opinião pública, nas quais o petista tem atuação acima de seus índices anteriores à prisão, e na também surpreendente adesão de grandes nomes da intelligentsia fora das fronteiras nacionais. Por isso, as inevitáveis e repetidas derrotas nas instâncias superiores do Judiciário – como os 6 a 1 no TSE contra sua participação em debates na televisão – não desanimam nem fazem os causídicos do ex perderem a fé numa virada de jogo fora das expectativas. Resta saber até quando este embate, que desgasta a democracia, seguirá.

(Comentário no Jornal Eldorado da Rádio Eldorado – FM 107,3 – na quarta-feira 29 de agosto de 2018, às 7h30m)

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Abaixo, os assuntos para o comentário da quarta-feira 29 de agosto de 2018

 

1 – Haisem – Por que o Tribunal Superior Eleitoral negou por seis votos a um o pedido da defesa de Lula, candidato do Partido dos Trabalhadores, à Presidência da República para que ele tenha direito a participar dos debates de presidenciáveis nas emissoras de televisão, de vez que ocupa o primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos?

 

2 – Carolina – Em que a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, influiu nos anseios de liberdade de Lula para fazer campanha para presidente ao esclarecer que até 13 de setembro, quando entregará a presidência ao vice Dias Toffoli, não entrará na pauta de debates da Corte qualquer tentativa de alterar a jurisprudência que autoriza a prisão de condenados em segunda instância?

 

3 – Haisem – Por que o ministro Og Fernandes, a quem coube relatar a ação no Tribunal Superior Eleitoral, negou provimento à reclamação da defesa de Lula contra manchete publicada no Estadão destacando o primeiro lugar obtido pelo candidato Jair Bolsonaro, do PSL, em vez de seu cliente, que teve preferência maior do eleitorado, mas é inelegível por cumprir pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em segunda instância, como determina a Lei da Ficha Limpa?

SONORA – RABUGENTO

SONORA – BEBÊ CHORÃO

 

4 – Carolina – Em que a constatação feita por Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, ex-prefeito de São Paulo e atual estepe da chapa do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República, pode ajudá-lo a provar sua inocência no processo que lhe é movido pelo Ministério Público Federal por enriquecimento ilícito, acusando o delator premiado Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, de ser corrupto confesso?

 

5 – Haisem – Quem é a principal responsável pelo arquivamento da ação movida contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ou a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia?

 

6 – Carolina – Que efeitos serão produzidos sobre a disputa eleitoral de outubro para a Presidência da República o pedido de vista com o qual o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes interrompeu a votação, que estava empatada, que pode tornar um dos disputantes, Jair Bolsonaro, do PSL, réu por crime de racismo na Primeira Turma da Corte?

 

7 – Haisem – Por que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal arquivou parte da denúncia de corrupção contra o senador tucano José Serra e encaminhou a outra parte para a Justiça Eleitoral seguindo relatório do ministro Gilmar Mendes?

 

8 – Carolina – Será que o presidente Michel Temer não tinha alternativa à intervenção militar para tentar resolver a crise dos refugiados venezuelanos em Roraima?