Lula, abacaxi penal
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Lula, abacaxi penal

Com pena reduzida pela 5.ª Turma do STJ, composta por um indicado por FHC, outro por ele e três pela petista Dilma, Lula terá direito prisão semi-aberta e será reaberta a discussão do local onde ficará preso

José Nêumanne

23 de abril de 2019 | 17h59

Mesmo não tendo provocado convulsão social prevista, Lula obteve redução de pena e a cumprirá em regime semi-aberto em 6 meses. Foto: Sérgio Lima/AFP

Em sessão desta terça em que a 5.ª Turma do STJ votou o recurso apresentado pela defesa do Lula contra a condenação em segunda instância de seu cliente, ele teve a pena reduzida para 8 anos e 10 meses e isso poderá levá-lo em meio ano a mudar de regime penal de fechado para semi-aberto. Isso significa que será liberado para trabalhar durante o dia e terá de passar a noite num estabelecimento penal, o que modificará sua situação, que já é excepcional, pois ele não vive numa cadeia, mas na sala de uma repartição pública. O local mais conveniente e à disposição no País seria a Papuda, em Brasília. Os três ministros indicados por Dilma, um pelo próprio Lula e outro por FHC criaram, na prática, mais um abacaxi para o sistema penal. Este foi um dos comentários que fiz no Estadão às 5, ancorado por Gustavo Lopes e retransmitido por YouTube, Twitter e Facebook do estúdio da TV Estadão terça-feira 23 de abril de 2019, às 17 horas.

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