Lucidez e coragem
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Lucidez e coragem

Ao homologar propostas de delações premiadas de executivos e ex da Odebrecht, Cármen deu bons sinais à Nação

José Nêumanne

30 de janeiro de 2017 | 19h25

Cármen Lúcia trabalhou em pleno recesso para homologar delações Fotos: Adriano Machado

Cármen Lúcia trabalhou em pleno recesso para homologar delações
Fotos: Adriano Machado/Reuters

A presidente do STF. Cármen Lúcia, agiu com lucidez e coragem ao homologar os mais de 900 depoimentos de 77 executivos e ex da Odebrecht propondo delações premiadas. Assim, ela honrou a memória do ex-relator da Operação Lava Jato, Teori Zavascki, que revelara que o faria quando findasse o recesso do Judiciário. Este também sinalizou que atenderia ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que sugeriu que tais depoimentos se tornassem públicos. Ela, contudo, decretou sigilo sobre eles, porque no pedido fito para que homologasse, este não solicitou que ela quebrasse o sigilo. Caso ele ainda o faça, ela poderá atendê-lo. Mas a atitude que tomou na manhã desta segunda-feira já é um sinal mais do que claro ao relator que substituirá o morto de que o STF agirá em consonância com a sociedade.

(Comentário no Direto da Redação 3 da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 30 de janeiro de 2017, às 17h32m)

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