Lira e Collor no cangaço de Bolsonaro

Em vez de mandar soltar e, em seguida, abrir processo no Conselho de Ética para cassá-lo, presidente da Câmara resolveu vingar-se do 11 a 0 com que o STF manteve prisão de coleguinha bolsonarista

José Nêumanne

26 de fevereiro de 2021 | 19h22

Lira deu-se mal ao tentar impor emenda consteitucional da impunidade para se vingar do STF, que decidiu prender Daniel O Quê em vez de cassar após processo no Conselho de Ética. Foto: Dida Sampaio/Estadão

1 – Lira acovardou-se diante do 11 a 0 no STF pela prisão do colega Daniel O Quê e tentou vingar-se impondo emenda da impunidade, mas reação foi tão negativa que afinou e recuou, inventando desculpas amarelas para disfarçar a certeza da recusa da infâmia. 2 – No dia em que a covid matou 250 mil brasileiros, Bolsonaro deu festa para dois novos ministros do palácio, com direito a aglomeração e recusa de usar máscara. 3 – O novo chefe do MPRJ, Luciano Mattos, jogará no lixo o excepcional trabalho da repartição na investigação de crimes de Flávio Bolsonaro na Alerj. 4 – Ministério da Saúde paga o dobro por vacina da AstraZeneca na Índia e usa coronhavac de Doria sem pagar. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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