Leo, Bob e Gaudí
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Leo, Bob e Gaudí

Nesta semana, Cohen morreu, Dylan recusou prêmio e Gaudí está sendo exposto em São Paulo

José Nêumanne

18 de novembro de 2016 | 15h34

Gaudí e sua obra-prima, a Sagrada Família

Gaudí e sua obra-prima, a Sagrada Família

Até o dia 30 de próximo substituirei Alessandra Romano no Estadão no Ar, ao lado de Haisem Abaki de segunda a sexta, de 9 a 10, na Rádio Estadão (FM 92,9). Na sexta-feira 18 de novembro de 2016, comentei uma semana singular, iniciada com a morte de um ídolo, Leonard Cohen e continuada com o anúncio, feito por outro, Bob Dylan, de que não irá a Estocolmo receber o Prêmio Nobel de Literatura de 2016, que lhe havia sido conferido. Terminará com exposição no Instituto Tomie Otahke de Antoni Gaudí, arquiteto catalão, que homenageio nos poemas sobre sua obra em meu livro Barcelona, Borborema, registrada por Antonio Gonçalves Filho, do Caderno B do Estadão. Ouça e vá!

(Comentário no Estadão no Ar, da Rádio Estadão – FM 92,9 – na sexta-feira 28 de novembro de 2016, às 9h52m)

Para ouvir clique aqui e, aberto o site da emissora, 2 vezes sob o anúncio em azul

Clique aqui para ouvir Hallelujah, de Leonard Cohen, com um coral de 1.500 vozes reunido por Rufus Wainright

Para ouvir o poema XX clique aqui

Abaixo, o poema XX, Barcelona, de Barcelona, Borborema

 

Deste chão, pedras nascem,

impulso mortal.

Neste vão, pedras morrem,

solitárias e planas.

Em coisas sem vida,

que nunca morrem,

respiram paixões ancestrais

da Catalunha sem fim.

É irregular a superfície

dos caprichos

tecidos por catalão.

 

Vida, paixão e morte de Güell,

imortal de Gaudí,

mantido podre

no borralho-gelo

deste solo fértil.

 

O bafo deste parque

sabe a súbito beijo

roubado.

 

 

 

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