Lava Jato pega Lulinha

Lava Jato pega Lulinha

Devassada contabilidade de sua parceria com Suassuna e Bittar, aos quais pai atribui propriedade do sítio pelo qual foi condenado, Lulinha caiu nas malhas da Lava Jato no escândalo da Oi

José Nêumanne

11 de dezembro de 2019 | 13h08

Lulinha passou ileso pelo mensalão e pela Operação Athenea, mas, enfim, foi pilhado pela Lava Jatoapós um decênio de denúncias. Foto: Estadão

A 69.ª fase da Operação Lava Jato está catando provas para esclarecer a compra do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, na Grande São Paulo, por Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luiz Lula da Silva , Lulinha, usado pelo petista, pai deste. Tudo passa por um negócio internacional de bilhões que resultou na Oi, como denunciei no 11.º capítulo Política pública, interesses privados de meu livro O que sei de Lula, publicado em 2011. A Oi/Telemar, beneficiada pela Lei Telezoca, versão lulista da Lei Terezoca de Vargas, responsabilizou-se por 74% dos recebimentos de firmas totalmente sem estrutura Gamecorp e Gol, dos três pretensos proprietários do sítio usado pelo ex-presidente e alvo do processo pelo qual o TRF-4 o condenou a 17 anos e dez meses de prisão, que ele não começará a cumprir, embora tenha passado pela segunda instância, por especial benemerência de seuss apadrinhados no STF. A Oi/Telemar quebrou e o governo brasileiro ainda não deu por extinta sua concessão porque a empresa é dona de toda a rede de telefonia fixa do interior e não há solução à vista para seu estado falimentar. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique no aqui

 

Tudo o que sabemos sobre:

José Nêumanne PintoVídeo no YoutubeOi

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.