Lambança de dona Maria, da OMS

Diretora técnica da OMS deu tremenda mancada ao falar sobre três estudos irrelevantes sobre raro contágio de portadores assintomáticos de covid, e Bolsonaro, sem noção, aproveitou para detonar isolamento social

José Nêumanne

10 de junho de 2020 | 22h17

A diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, noticiou na coletiva sobre covid estudos irrelevantes sobre raros casos de contágio por assintomáticos e isso deu o maior bode. Foto: Cristopher Black/OMS

A diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkove, aprontou a maior lambança em plena pandemia da covid-19, ao dar uma resposta imprecisa em entrevista da autoridade sanitária mundial deixando uma dúvida que não podia de forma alguma persistir sobre a possibilidade de assintomático que tiver sido contagiado pelo microrganismo não transmiti-lo a outra pessoa sã. Nesta terça-feira, 9 de junho, a entidade resolveu esclarecer melhor, mas aí a mancada já tinha sido divulgada, inspirando curandeiros vocacionais, como o presidente Jair Bolsonaro, a dizer em reunião de seu ministério que a grande “descoberta” de dona Maria permite que se ponha fim imediato a quarentenas no Brasil. O chefe do Executivo, que nunca pediu desculpas por ter chamado a doença de gripezinha, não perde uma oportunidade de tentar transferir a responsabilidade por seu erro, reconhecido como “mau exemplo! por seu “amigo” Donald Trump, para governadores e prefeitos, o que tem sido desmentido por interlocutores dele, como Dias Toffoli, e acadêmicos de Direito. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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