Justiça só no papel
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Justiça só no papel

Ao soltar ex-goleiro Bruno, Justiça brasileira mostra que lê a papelada, mas não dá a mínima para vida real

José Nêumanne

27 de fevereiro de 2017 | 09h00

Bruno deixa a prisão em Santa Luzia (MG entre a mulher e o advogado Foto Flávio Tavares Jornal Hoje em Dia

Bruno deixa a prisão em Santa Luzia (MG entre a mulher e o advogado Foto Flávio Tavares Jornal Hoje em Dia

Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo que matou Eliza Samudio, com quem tinha um filho para não ter que lhe pagar pensão e de cujo cadáver é acusado de se ter livrado contratando alguém que a jogou aos cães, disse, ao sair da cadeia em Contagem (MG) que, mesmo se existisse prisão perpétua, não teria como trazer a vítima de volta à vida. O condenado foi solto por habeas corpus concedido pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello. Os argumentos da liminar, de que ele o réu era “primário” e tinha “bom comportamento”, concorre em cinismo com essa declaração, dada à imprensa no dia em que foi liberado. A justiça não se conecta à vida real, mas ao cipoal das leis penais vigentes.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na segunda-feira 27 de fevereiro de 2017, às 7h12m)

Para ouvir clique aqui e, aberto o site da emissora, 2 vezes no play sob o anúncio em azul

 

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