Justiça clara e simples
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Justiça clara e simples

Prisão após condenação por colegiado é vitória da Justiça contra a impunidade

José Nêumanne

06 de outubro de 2016 | 08h56

Cármen com Temer: Minerva pra valer - Foto Beto Barata/PR

Cármen com Temer: Minerva pra valer – Foto Beto Barata/PR

Segunda mulher a ocupar a presidência do STF, a mineira Cármen Lúcia deu o voto de Minerva para desempatar, e com sabedoria, como convém ao cargo que exerce, a votação que, enfim, liberou os juízes de todas as instâncias a mandar para a cadeia condenados em segunda instância com direito a recorrerem às instâncias superiores. A votação apertada – 6 a 5 – não reduz o valor histórico da decisão, que, como disse o ministro Barroso, põe fim ao ridículo caos judiciário nacional, mercê da enxúndia de recursos sem fim e, como lembrou outro, Fux, garante o direito da sociedade e não nega o do indivíduo acusado de delinquir. A clareza e a simplicidade da presidente venceram a enxúndia do decano.

(Comentário no Estadão no Ar da Rádio Estadão – FM 92,9 – na quinta-feira 6 de outubro de 2016, às 7 horas)

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