Juízes de verdade reagem
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Juízes de verdade reagem

Magistrados de carreira, de 1.ª e 2.ª instâncias, processam e tornam réus figurões da política que não têm foro privilegiado, enquanto ministros advogados e procuradores soltam seus benfeitores

José Nêumanne

29 de março de 2019 | 18h50

Celso, Toffoli, Marco Aurélio e Lewandowski, quatro votos garantidos no STF para tirar Lula da PF em Curitiba. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Os juízes de verdade fazem o que podem para atrapalhar o pacto dos suspeitos, firmado por políticos e ministros dos tribunais superiores, a maioria advogados ou procuradores, para manter impunes os chefões da política que os indicaram para os postos que ocupam. Marcelo Bretas condenou a cúpula do MDB na Alerj, Picciani, Melo e Albertassi, entre outros e recebeu dos procuradores denúncia contra Temer, que havia mandado prender, mas o desembargador Ivan Athiê soltou por considerar propina mera gorjeta. O TRF 2, que soltou Temer, condenou Jacob Barata, o rei dos ônibus do Rio, e sua corte, que Gilmar Mendes solta sempre. E o juiz Rodrigo Parente Beuttenmuller tornou Temer réu no processo em que o capacho dele, Rocha Loures, saiu correndo com a mochila com R$ 500 mil nas costas da pizzaria. Este foi meu comentário no Estadão às 5, ancorado por Gustavo Lopes e transmitido por YouTube, Twitter e Facebook do estúdio da TV Estadão na redação do jornal na sexta-feira 29 de março de 2019, às 17 horas.

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