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Juiz sabota inquérito do peculato

Juiz federal Elder Luciano não atendeu ao pedido de quebra de sigilo do MPF para verificar rastreando celulares e e-mails se Paulo Marinho não mentiu sobre primogênito de Bolsonaro

José Nêumanne

20 de agosto de 2020 | 21h07

Senador Flávio Bolsonaro mandou dizer ao MPF que não comparecerá à acareação marcada com Paulo Marinho, porque sua agenda de 21 de setembro já está cheia. Foto: Adriano Machado/Reuters

O juiz federal Elder Fernandes Luciano, da 10ª Vara Federal Criminal, negou o pedido de quebra de sigilo telefônico e de e-mails feito pelo procurador Eduardo Benones, do Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ), na investigação sobre o vazamento da Operação Furna da Onça. Na verdade, esse magistrado sabotou a melhor oportunidade de a investigação esclarecer quem fala a verdade. O MPF requisitou a quebra dos sigilos de três assessores apontados pelo empresário Paulo Marinho como aqueles que receberam informações sobre Fabrício Queiroz de um delegado da Polícia Federal, no segundo turno das eleições de 2018 para não prejudicar a tida como certa vitória do candidato Jair Bolsonaro no segundo turno do pleito de 2018. A acareação entre denunciante e denunciado, marcada para 21 de setembro, seria inútil, se a Justiça não tivesse cometido esse evidente abuso de autoridade. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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