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Juca de Oliveira enfrenta corruptos

Com texto excepcional, domínio de palco e talento cômico, autor e ator aborda safadezas dos políticos, revolvendo vísceras da corrupção em Mãos Limpas, neste momento de ataque a Moro e à Lava Jato

José Nêumanne

12 de outubro de 2019 | 17h05

Após enfrentar desafio de transformar Rei Lear, de Shakespeare, em monologo, autor e ator faz críticas pesadas em comédia sobre cotidiano do País nas mãos dos ladrões. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Aos 84 anos, o autor e ator de teatro, televisão e cinema Juca de Oliveira acerta as contas com a República dos Corruptos, como assim denominou nosso arremedo de Estado de Direito o professor de Direito da USP e especialista em combate à corrupção Modesto Carvalhosa. A última produção do artista, Mãos Limpas, evoca a famosa operação italiana que terminou esmagada pelos políticos bandidos, saga que ameaça sua assemelhada brasileira Operação Lava Jato. Vida real e ficção revezam-se e se mesclam na ação da comédia irresistível, na qual a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, assume o papel de ícone da comédia do furto no País com uma gargalhada de tempo recorde quando seus nome e sobrenome são pronunciados pelo protagonista. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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