Intervenção sem futuro

Intervenção sem futuro

Com malogro da intervenção militar na segurança do Rio chegou hora de terminá-la, dando oportunidade de ser votada reforma da Previdência no Congresso depois da eleição e antes da posse dos eleitos

José Nêumanne

22 de agosto de 2018 | 06h54

Mortes de dois militares levaram forças da intervenção a voltarem a comunidades da periferia onde elas aconteceram. Foto: Rodrigo Menezes/Agência O Dia

Há seis meses, em busca de um pretexto qualquer para não se expor a uma derrota da reforma da Previdência no Congresso, Temer decretou a intervenção militar na segurança no Rio de Janeiro, pois a Constituição proíbe alterações em seu texto durante esse tipo de ação federal nas Unidades da Federação. Agora, com as evidências do malogro da tentativa de impor ordem no Rio, está na hora de lhe pôr fim para acabar com a farsa da guerra ao crime e liberar o Legislativo para votar a emenda constitucional que permita reduzir o enorme déficit nas contas previdenciárias, única forma capaz de dar alguma ordem à desastrada gestão de nossas contas públicas entre a eleição e a posse dos eleitos. Este foi meu comentário no Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde as 6 horas de quarta-feira 22 de agosto de 2018.

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