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Intercept é espião, não jornal

Insistência de Greenwald em não submeter mensagens divulgadas por seu site, Intercept, a perícia oficial para verificação de autenticidade aproxima-o de seu ex-pareceiro Assange, acusado de espionagem pelos EUA e preso em Londres

José Nêumanne

16 de julho de 2019 | 17h40

Preso em Londres, o ex-pareceiro de Greenwald na Wikileaks, Julian Assange, é acusado de, com ajuda de russos, interferir nas eleições americanas. Foto: Hannah Mac Kay/Reuters

Com todo o respeito pelos juristas que consideram graves as denúncias divulgadas pelo site Intercept de Glenn Greenwald, prefiro ficar do lado dos que se lhes opõem pela origem ilícita das “provas” obtidas. Até agora estou à espera de uma perícia técnica pública das mensagens em teoria interceptadas e divulgadas, mas o ianque diz confiar na análise feita por seus funcionários, contrariando a boa técnica jornalística de repórteres que usam como fontes peritos e como provas documentos por eles periciados. O hacker Julian Assange, parceiro do americano no caso de espionagem do Wikileaks, preso em Londres, é acusado de espionagem pelos Estados Unidos e estupro na Suécia. Este envolveu-se com russos, origem do aplicativo Telegram, que teria sido usado pelo ex-juiz Moro e por procuradores da Lava Jato e invadidos. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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