Indulto, nunca mais!
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Indulto, nunca mais!

Não têm mais sentido indultos natalinos concedidos a bel prazer do presidente da República nem prescrição mais curta para quem tenha mais de 60 anos, como acaba de acontecer com Dilma e Luciano

José Nêumanne

30 Novembro 2018 | 18h25

Com mais um mês no poder , Temer, cumprimentando Xi Jiping na reunião do G20, ganha do STF direito de soltar quem quiser. Foto: Glauber Cleber Caetano/PR

O indulto dado por Temer e sacramentado pelo STF mostra o perigo representado por artigos constitucionais vagos e só tem uma forma de evitá-lo: o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, usando a votação que o primeiro teve e a popularidade do segundo para promover uma reforma da Constituição eliminando essa jabuticaba passada. O constituinte foi imprevidente ao não imaginar que a Presidência da República pudesse vir a ser ocupada por pessoas levianas como Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa vitoriosa nas eleições de 2010 e 2014, a ponto de ela cometer pedaladas fiscais e ele abusar do poder monocrático de extinguir penas a seu bel prazer. Este foi um de meus comentários no Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal pelas redes sociais Youtube, Twitter e Facebook na sexta-feira 30 de novembro, às 17 horas.

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