Indicado para STF não prova o que diz

Auxiliares de Bolsonaro passam pano nas mentiras de Marques em seu currículo afirmando que sua indicação para Supremo foi aritculado com Centrão, emenda pior que soneto

José Nêumanne

07 de outubro de 2020 | 22h04

Currículo de Marques inclui doutorado em Messina, universidade italiana que nega a afirmação, e pós em La Coruña, que reconhece que ele frequentou curso de cinco dias. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O desembargador Kássio Nunes Marques admitiu ao senador Randolfe Roderigues que não curso pós-graduação na Universidad de La Coruña, na Espanha. Segundo o Estadão, aliás, a instituição informa que nunca o ministrou  eque ele frequentou um seminário de cinco dias. E o escolhido por Bolsonaro para a vaga do decano Celso de Mello no STF atribuiu a mentira a um problema na tradução.  A escolha, conforme auxiliares do presidente, não resultou do currículo, mas da articulação de Bolsonaro com líderes do Centrão. Ou seja, emenda é pior do que o soneto: na prática, uma confissão estúpida. O efeito Decotelli, nome do ministro por cinco dias, é mixaria comparado com a promessa que Marques faz a senadores a que pede voto de respeitar decisões do Congresso. Não é função de ministro do Supremo. Que é vigiar e julgar.

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Assuntos para comentário na quarta-feira 7 de outubro de 2020

 1 – Haisem – Universidade nega existir pós que Marques afirma ter feito – Este é título de chamada de primeira página na edição impressa do Estadão hoje – A que conclusões você chega ao tomar conhecimento desta notícia

2 – Carolina – O quer você tem a dizer sobre a promessa que o presidente Jair Bolsonaro fez a evangélicos de que a próxima vaga do Supremo Tribunal Federal que ele preencherá, em 2021, será de um pastor

3 – Haisem – Emocionado, Celso de Mello se despede da Segunda Turma do Supremo – informa título de chamada de capa do Portal do Estadão. A seu ver, quais serão os efeitos práticos de sua substituição pelo desembargador Kássio Nunes Marques na turma e no plenário

4 – Carolina – Governo quer brecha para novo “orçamento de guerra” em 2021 – informa a manchete da edição impressa do jornal. A seu ver, quanto tempo o governo ainda vai tentar esticar a excepcionalidade para a gestão das finanças públicas por causa da pandemia, que ainda não terminou

5 – Haisem – São Paulo reabre as escolas em primeiro efetivo teste para a voltqa efeitva às aulas em 2021 – diz título de chamada de capa do Portal do Estadão à disposição dos assinantes nos computadores. O que você tem a dizer sobre esta providência agora anunciada

6 – Carolina – Sem fontes de Renda Brasil definidas, o senador acriano Márcio Bittar confirmou ontem adiamento do adiamento indefinido do anúncio da Renda Brasil, ou Renda Cidadã. Que notícia você ainda espera deste capítulo da tentativa de Bolsonaro garantir sua reeleição em 2022

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