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Impunidade veste farda

Ao mandar soltar oito militares do Exército que fuzilaram dois trabalhadores pobres no subúrbio do Rio, Justiça Militar passa um atestado de ser menos confiável do que a comum, agindo com frieza, crueldade e descaso

José Nêumanne

01 de maio de 2019 | 06h54

Nove militares executaram dois trabalhadores no subúrbio do Rio e o subprocurador militar pediu para soltá-los porque não cometeram indisciplina militar. Foto: Fábio Teixeira/Agência O Globo

Dois brasileiros suburbanos, pobres e pardos – o músico Evaldo Santos Rosa e o catador Luciano Macedo – foram fuzilados por nove militares do Exército que faziam ronda numa rua de Guadalupe na Zona Norte do Rio.  O músico ia com a família no carro alvejado por 83 balas para uma festa. O catador foi socorrê-lo e também foi morto. O comando do Sudeste mentiu ao dizer que as vítimas eram criminosas e a polícia desmentiu. O caso está para ser sepultado, porque o MPM despachou que os assassinos não cometeram nenhum ato de indisciplina militar. É simplesmente inacreditável. Este é meu comentário para o Estadão Notícias, no Portal do Estadão desde 6 horas da quarta-feira 1 de maio de 2019.

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