Imposto injusto
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Imposto injusto

Congresso tem obrigação de não aprovar imposto sobre cheques e aumento do Fundo Eleitoral, que, na última eleição, contratou políticos com dinheiro público para campanhas

José Nêumanne

09 de setembro de 2019 | 17h49

Guedes se diz liberal, mas quer imposto fácil de cobrar e injusto, que se diz provisório, mas não é, para socorrer caixa sem dar muito trabalho. Foto: Adriano Machado/Reuters

Apesar de ser dita “provisória”, CPMF, criada pelo cirurgião do coração Adib Jatene, ministro da Saúde de Collor, durou 13 anos. E agora economista liberal Paulo Guedes, que Bolsonaro chama de “Posto Ypiranga” na economia, sonha dia e noite com o mesmo imposto sobre cheques, que não exige arrecadação, porque é cobrado na fonte e é injusto, de vez que cobra a mesma taxa dos ricos e dos pobres e, portanto, prejudica menos aqueles e mais estes. É, portanto, cômodo para o governo e injusto com os contribuintes. É impopular e dificilmente será aprovado. Outro projeto que teria de ser rejeitado pelo Congresso, se seus membros representassem cidadão, será corrupção legalizada dos políticos contratados por seus colegas de partido e pagos pelo Fundo Eleitoral. É o caso de nunca mais votar em quem aprová-los. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.