Greenwald, um americano no Supremo
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Greenwald, um americano no Supremo

Gilmar deu a falso jornalista Glenn imunidade pena gozada por colegas do STF e 133 pagadores de impostos selecionados pelo computador da Receita para explicar movimentações financeiras suspeitas

José Nêumanne

09 de agosto de 2019 | 17h31

Greenwald foi recebido na Comissão de Direitos Humanos para depoimento no Senado como herói por Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade. Foto: Marcos Olilveira/Agência Senado

Com uma carteirada de Gilmar, anuência de Toffoli e Moraes e silente covardia dos outros oito membros do STF, o americano Glenn Greenwald, que saiu devendo impostos e explicações sobre suas atividades no submundo da pornografia em Nova York e sob acusação de traição à pátria por ter sido cúmplice de Edward Snowden no furto de mensagens do Departamento de Estado com segredos militares da maior potência mundial. Mas goza no Brasil status de imunidade absoluta, semelhante ao usufruído por quem lha deu. Na prática, se tornou o 12.º membro da grei, pois, mesmo não participando das decisões, goza da prerrogativa de não ser processado, mesmo acusado de ter receptado, como um marginal comum, produtos do furto por arararraquers de segredos no
aplicativo russo Telegram usado por mais de mil autoridades brasileiras. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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