Governo assassino e Congresso cúmplice

Incompetência de Bolsonaro, Pazuello e Queiroga, vassalos do novo coronavírus, atual como cúmplices por omissão do Congresso dos líderes do Centrão, que nada fazem para deter o contágio

José Nêumanne

18 de março de 2021 | 11h54

Pacheco, Bolsonaro e Lira: aliança de 3 bilhões de reais de emendas para eleição dos presidentes de Câmara e Senado faz de ambos cúmplices da mortandade em série da covid sob o nariz sem máscara de Bolsonaro. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A média de mortes por covid chegou no Brasil a 2 mil mortos, conforme registrou o levantamento do consórcio dos meios de comunicação na quarta-feira, 17. Apesar de tudo isso, da pressão por leitos de UTI nos hospitais e no anúncio de medidas restritivas nos Estados, os índices de isolamento social no Brasil estão longe dos 70% , índice que especialistas consideram necessário para deter o contágio do novo coronavírus. Segundo monitoramento do Estadão, a média de terça-feira 15 no País foi de 34,4%, menos da metade do necessário. A dificuldade de chegar a essa média é estimulada pelo presidente Jair Bolsonaro e também pela inércia do Congresso, tão criminosa quanto o genocídio praticado pelo Executivo criminoso serial. É total,emte intolerável a inércia de partidos, líderes e falsos pais da pátria madrasta.

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Assuntos do comentário da quinta-feira 18 de março de 2021

1 – Haisem – Colapso: Brasil enfrenta sua maior crise sanitária – Esta é a manchete no alto da primeira página em letras garrafais na edição impressa do Estadão de hoje. O que, depois dessa notícia terrível, ainda falta para o governo federal e o povo brasileiro tomarem consciência completa da atual gravidade de nossa situação

2 – Carolina – O general Eduardo Pazuello foi substituído no Ministério da Saúde, mas não desocupou o gabinete. O cardiologista Marcelo Queiroga foi escolhido, mas ainda não se sabe quando vai ser empossado. E o presidente Jair Bolsonaro faz questão de ocupar o lugar que, em teoria, seria de um dos dois. Quando antes na história houve exemplo de tantos disparates atrapalhando o enfrentamento do momento mais grave da História e o que será de nós diante desse disparate

3 – Haisem – O presidente entre Guedes e Michelle – Este é o título de chamada na primeira página do jornal. O que contrapõe a primeira-dama do País ao ministro da Economia, que já chegou a ser chamado por Bolsonaro de “posto Ypiranga”, porque sempre o consulta sobre o setor

4 – Carolina – Banco Central eleva Selic em 2,75%, primeira alta em seis anos – Este é o título de outra chamada de primeira página do jornal desta quinta-feira. Qual é a importância dessa providência durante a recessão econômica provocada pela pandemia da covid 19

5 – Haisem – Igrejas terão o perdão de mais 1 bilhão de reais de dívidas – Este é o título de mais uma chamada do Estadão na primeira página. O que justifica esse imbróglio do veto presidencial derrubado pelo Congresso com apoio do próprio Jair Bolsonaro, causando mais um privilégio agora para os gestores religiosos

6 – Carolina – A “linha vermelha” – Este é o título do primeiro editorial, com chamada de primeira página, no Estadão de hoje. Que limite é esse que muitos brasileiros acreditam que o presidente Jair Bolsonaro já cruzou, mas o Centrão ainda acha que isso não aconteceu

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