Gol de placa perdido
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Gol de placa perdido

Seria mais adequado se futuro ministro da Defesa, que chefiará comandantes das três Forças Armadas, fosse civil, pois general Azevedo, apesar do excelente currículo, manterá retrocesso feito por Temer

José Nêumanne

13 Novembro 2018 | 18h41

General Azevedo, assessor de Toffoli, será mais um oficial do Exército a comandar as três Forças Armadas. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Até agora o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem surpreendido muitos de seus adversários e até alguns de seus eleitores com o cumprimento da promessa de não nomear ministros como moeda de troca no mercado de pulgas que virou o Congresso Nacional e a escolha de bons nomes para ocupar as pastas mais importantes. Creio, porém, que ele faria um gol de placa, que acabou perdendo, se tivesse voltado à tradição de depois da Constituinte de 1988 de nomear um ministro civil na Defesa para dar mais uma garantia de respeito à democracia e também para evitar intrigas de caserna entre as três Armas, embora não haja nenhum óbice à competência e ao currículo do nomeado general Azevedo e Silva. Este foi meu comentário que abriu o Estadão às 5, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido por Youtube, Twitter e Facebook do estúdio da TV Estadão na redação do jornal na terça-feira 13 de novembro de 2018, às 17 horas.

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