Globo crucifica procuradora

Emissora divulgou versão dada como mentirosa pelo Ministério Público do Rio de porteiro que incluía Bolsonaro no inquérito criminal que apura morte de Marielle, e agora desqualifica Carmen de Carvalho

José Nêumanne

02 de novembro de 2019 | 21h19

Esta foto em rede social da procuradora Carmen de Carvalho está sendo usada para esconder em cortina de fumaça barriga monumental do Jornal Nacional. Foto: Reprodução/Instagram

Para tentar limpar a sujeira de sua barriga inominável em que pretende comprometer Bolsonaro na execução de Marielle Franco e Anderson Gomes, a Globo encontrou um bode expiatório para cujo quintal tenta transferir o próprio lixo: a procuradora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, que está sendo acusada no noticiário sibilino e subliminar do Jornal Nacional, acompanhado pela pauta regular de outros meios de comunicação, de favorecer o presidente na investigação penal a cargo do Ministério Público do Rio, ao qual ela pertence. Mais grave de tudo é que ninguém do MP até agora se levantou contra essa ignomínia em defesa dela, que preferiu deixar o encargo diante das pressões. Trata-se de um  assassinato de reputação, similar ao da Escola Base, ocorrido em 1994. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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