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Gilmar só quer destruir Moro

Ministro do STF foi primeiro inimigo do ex-juiz e da Lava Jato, tendo sido seguido por Bolsonaro, Maia, Alcolumbre, Toffoli e Aras que lutam para evitar eventual presença dele na eleição de 2022

José Nêumanne

16 de agosto de 2020 | 22h47

Livrar-se de Moro no Ministério da Justiça foi a condição para Bolsonaro voltar a suas origens de baixo clero do Centrão e o próximo a ter idêntico destino é Guedes. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Isabel tinha razão quando me criticou por ter elogiado Gilmar Mendes por seu alerta aos militares sobre genocídio de Bolsonaro. De fato, o criador do habeas corpus canguru só tem hoje um objetivo em mente: destruir Sérgio Moro. Ele foi o primeiro a escolher esse inimigo ainda no mensalão, quando a Lava Jato mostrou que não tinha o PT como único alvo no combate à corrupção e começou a investigar os tucanos, cúmplices dos petistas. Então, associou-se a Toffoli e Lewandowski no STF, a corruptos de Câmara e Senado e agora ao mais novo desafeto do ex-juiz, o presidente Jair Bolsonaro. A absurda liminar em que contrariou a decisão do verdadeiro prevento do caso Queiroz, Félix Fischer, do STJ, mandando o empregadinho da famiglia presidencial para casa com tornozeleiras que não funcionam, ao lado da mulher que era foragida da Justiça, é apenas mais um passo, a ser seguido dia 18 pela condenação de Deltan e, depois, com a liberação para Lula se candidatar e, afinal, a punição de Moro, a começar pela surrealista quarentena de oito anos para não disputar a eleição de 2022 contra o chefe do governo. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

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