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Gilmar faz o que condena nos procuradores

Ministro do STF diz que República de Curitiba não está acima da lei e procuradores não podem receber por palestras, mas Crusoé conta que Itaipu gastou RS$ 16 milhões pagando viagens dele e seus colegas para exterior

José Nêumanne

10 de agosto de 2019 | 18h03

Em palestra para advogados, Gilmar reclamou de palestras pagas a procuradores sem se lembrar das viagens de ministros do STF pagos pela Itaipou. Fotoi: Dida Sampaio/Estadão

O ministro do STF Gilmar Mendes disse a advogados paulistas que procuradores não podem cobrar por palestras privadas porque seus salários são pagos pelo povo e que não estamos num reino em que o soberano faz o que lhe der na  telha. No dia seguinte a revista Crusoé revela o custo de R$ 16 milhões pagos pela Itaipu Binacional e pela intermediária FGV PRO a ministros das altas cortes por palestras em Lisboa, onde ele tem um rendosíssimo negócio privado, a filial além mar de seu IDP, com sede em Brasília. E a igualdade dos cidadãos perante a lei, que ele exige dos mesmos procuradores, é o princípio constitucional mais atingido pela proibição do STF de se investigarem 133, entre eles o filho de Bolsonaro. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.
Para ver vídeo no YouTube clique no link abaixo:
https://youtu.be/27TqD7iTcis

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