Galhofa no velório
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Galhofa no velório

Temer sai para viajar, enquanto manda seus asseclas negociarem com falsos representantes de caminhoneiros que interditam estradas e depois reclama de "grupinhos radicais" que não cumprem acordos que não assinaram

José Nêumanne

25 Maio 2018 | 17h56

No exaustivo velório do cadáver insepulto do governo Temer nenhum de nós morrerá de tédio. Foto: Joédson Alves/EFE

Temer, chefe de um governo morto e insepulto, adotou a galhofa como tom em mais um velório: em pronunciamento pela TV à Nação, disse que fez um acordo com os caminhoneiros que interditam estradas em todo o País, cedendo-lhes os 12 pontos que reivindicaram, mas os pactários não o cumpriram. Alguém precisa avisar a Temer que dos 11 representantes dos irredentos das rodovias 1 não assinou o pacto e 10 não representam mais do que a si mesmos. Portanto, os responsáveis pelo desabastecimento generalizado no País não são “grupinhos radicais”, como ele pontificou, mas passíveis de responder por dois delitos simultâneos – locaute (greve ilícita de patrões) e chantagem (coisa de bandidos). São, portanto, um problema de polícia. Este foi o comentário que fiz no programa Estadão às 5, transmitido do estúdio da TV Estadão na redação do jornal, ancorado por Emanuel Bomfim e retransmitido pelas redes sociais Youtube, Twitter, Periscope Estadão e Facebook às 17 horas da sexta-feira 25 de maio de 2018.

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