As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Fux quer salvar Lava Jato

Ministro substituto de Toffoli na presidência do STF até 2022 esclareceu que não fará acordos políticos com chefes do Executivo e Legislativo e afirmou que harmonia entre Poderes não inclui "subserviência"

José Nêumanne

12 de setembro de 2020 | 17h10

Na posse na presidência do STF, em que ficará até 2022, Fux deixou claro que fará o possível para evitar recuo no combate à corrupção e citou explicitamente Lava Jato. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

No discurso de posse na presidência do STF o ministro Luiz Fux prometeu que tudo fará nos próximos dois anos para evitar mais recuos no combate à corrupção e citou explicitamente a Operação Lava Jato como objeto de seu interesse. Fugiu também dos compromissos assumidos pelo antecessor, Dias Toffoli, com os acordões políticos com o Congresso e, especialmente, o Centrão, afirmando que harmonia entre Poderes não inclui “subserviência”. Foram dois dias de recados do Supremo ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Na sessão de despedida de Toffoli, Moraes lembrou as ameaças sofridas pela cúpula do Judiciário nas presenças do chefe do Executivo e seus auxiliares, general Azevedo, ministro da Defesa, e José Levy Amaral Júnior, advogado-geral da União. Na própria posse, Fux prestou comovida homenagem aos quase 130 mil mortos na pandemia, desprezada pelo chefe do governo. Direto ao assunto. Inté. E só a verdade nos salvará.

Para ver vídeo no YouTube clique aqui

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: