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Fux corrige Bolsonaro

Futuro presidente do STF desmontou a lorota do chefe do Executivo de que Judiciário o eximiu de responsabilidade sobre pandemia e a transferiu para governadores e prefeitos, mas ele não quis entender

José Nêumanne

23 de junho de 2020 | 22h04

De nada adiantou a aula de beabá da Constituição que Fux ministrou a Bolsonaro, que fingiu que não entendeu para não decepcionar seus apoiadores. Foto: André Dusek/Estadão

O ministro que será presidente do STF em setembro, Luiz Fux, esclareceu de forma definitiva, para não deixar nenhuma dúvida, que em nenhum momento o colegiado da Corte eximiu o presidente Jair Bolsonaro de responsabilidade pela liderança no comando do combate ao novo coronavírus numa live do jornal O Globo da qual participou. Os bolsonaristas têm adotado como um mantra a afirmação sem base na lógica, na verdade nem na Constituição que a cúpula da Justiça transferiu essa responsabilidade para governadores e prefeitos. Esta é a burrice de má-fé. O presidente finge que não entendeu que a decisão do Supremo foi responder a uma consulta da chefia do Executivo sobre sua eventual interferência em decisões de Estados e municípios de isolamento social. E ponto final.
Assuntos para comentário na terça-feira 23 de junho de 2020:

1 – Haisem – Por que, na sua opinião, o ministro Luiz Fux, que será presidente do Supremo Tribunal Federal em setembro, se sentiu obrigado a esclarecer que não eximiu governo de responsabilidade na pandemia, ao contrário do que propagam o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores

2 – Carolina – Que sinal você vê na notícia de ontem de que youtubers investigados pelo Supremo Tribuna Federal por fake news e atos antidemocráticos apagaram mais de 3 mil vídeos desde maio O que será que eles temem tanto

3 – Haisem – O título de seu artigo editado no Blog do Nêumanne no Portal do Estadão é Weintraub fugiu com ajuda do chefe. O que você revela nesse texto

4 – Carolina – MEC revoga portaria de Weintraub que acaba com incentivo a cotas na pós graduação. Esta notícia, publicada na editoria de Educação do Estadão, prenuncia o que, a seu ver, no que concerne à gestão da educação pública no Brasil depois da saída do ex-ministro mais polêmico da história da pasta

5 – Haisem – Lobistas de armas tiveram pelo menos 73 audiências no governo – esta é a manchete da edição impressa do Estadão de hoje. O que esta notícia revela sobre a atual gestão federal

6 – Carolina – Será que a providência anunciada ontem pelo governador do Estado de São Paulo, João Doria, de providenciar um retreinamento do comando da Polícia Militar reduzirá a onda de violência policial nos bairros pobres da capital

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